Morreu na tarde de ontem o operário Evair Júnior da Silva de apenas 30 anos, que trabalhava na construção de um prédio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, na zona sul da capital. Segundo testemunhas Evair chegava a trabalhar cerca de 13 horas diárias, pois seu maior desejo era conseguir voltar para a Bahia, onde deixou sua mulher e cinco filhos. O andaime em que Evair trabalhava era de aproximadamente 20 metros, e não suportou seu peso.
Joseane Reis, engenheira responsável pela obra alegou que a empresa preza sempre pela segurança e saúde dos funcionários e que o ocorrido foi uma fatalidade. A empresa responsável pelo gerenciamento de operários e a Prefeitura de Belo Horizonte alegaram total apoio a família da vítima.
A Polícia Civil instaurará inquérito para descobrir as causas do acidente até o fim da semana.
O corpo deve ser liberado pelo IML para a família na tarde de hoje.
Crônica por Fernanda Pontes
E esse é o retrato de mais um caso de abandono ao trabalhador secundário. Vir ou não do Nordeste não determina "teor de sofrimento" de ninguém; ser ou não negro não determina inferioridade de ninguém. As más condições de trabalho e as várias horas dedicadas ao mesmo cansam! Os operários estão morrendo de exaustão ou devido as péssimas condições de trabalho, sem segurança alguma portanto as instituições responsáveis deviam prestar mais atenção neste setor.
E não é apenas os operários que devem ser notados. Temos o professor que sofre com stress constante, o advogado corrompido, o jornalista hipertenso, a mãe de família sem horário para dormir, o pai de família com horário para acordar, e outros tantos exemplos.
Nossa sociedade vive em construção da dignidade da população que trabalha e recebe um salário em troca de sua própria vida.
Imagens
A marmita na mão para ter consigo a casa
O uniforme para provar que não és livre
O capacete para te proteger o que de mais precioso se tem
O sapato para evitar mais machucados
A massa para provar que é capaz
O lápis para mostrar que incapaz
A fotografia para sorrir
O pensamento para preocupar
A lembrança para chorar
Um gesto para presentear
A palavra que sempre diz
A lágrima infeliz
É rotina
É cansaço
É exaustão
É humilhação
Exercício diário de entendimento
Questionamento
Incerteza
Acordou
Levantou
Lacou
Comeu
Escovou
Beijou
Saiu
Chegou
Trabalhou
Trabalhou
Trabalhou
Cansou
Chorou
Se entregou
Se entregou de vez para não mais voltar
Lembrou da amada, dos amados, da antiga vida
Que hoje só existe em sua lembrança
Os dias de calor, frio e chuva
Os dias de dor, alegria pura
Os dias compartilhados, escondidos, apreensivos
Nada mais são do que lembranças
Lembranças dos anos na construção.
Trabalho para TIG II, Turma JRM1B, Prof. Tacyana Arce.
Baseado na música Construção de Chico Buarque
Grupo: André Peixoto, Aracelly Aguiar, Fernanda Pontes, Guilherme Pessoa, Shara Rodrigues e Vanessa Lélis.

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