segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mercado Central, um show de tradição e gastronomia

                                                                               por Aracelly Aguiar e Shara Rodrigues


Localizado no centro da capital mineira o Mercado Central dá um show de gastronomia e tradição. Seus corredores se tornaram ponto de encontro de donas de casa e cozinheiros de fim de semana, mas não é só desse público que vive o nosso mercado. Com seu encanto e tradição ele atraiu também grandes chefs da gastronomia mundial e turistas que prestigiam, encantados, a nossa grande "feira da gastronomia".


É aqui no Mercado Central que pode se observar os mais diferentes personagens da gastronomia interagindo juntos. é aqui que o cenário gastronômico acontece.

Desde de lojas de especiarias, a bancas de frutas e verduras, uma extensa variedade de ingredientes é encontrada nos corredores do mercado. Bancas de queijo, peixarias, lojas especializadas somente em ervas fazem parte desse cenário.



Uma outra peculiaridade do mercado é o famoso, aqui se vende aqui se faz, afinal você pode comprar os seus ingredientes e também saborear petiscos deliciosos nos bares e pratos mais elaborados nos restaurantes. Arroz com pequi e fígado com jiló, são algumas das iguarias servidas. Mas se você tem está apenas de passagem, pode levar um daqueles belos pedaços de abacaxi de encher o olhos e dar água na boca.


Com seus 82 anos de história, o Mercado Central é a marca dos mineiros de que boa comida ligada a tradição pode e deve dar certo.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Luz, Câmera... Gastronomia???

E hoje a sessão interativa sobre filmes e suas facetas, traz o tema ‘Gastronomia no Cinema’ como foco. O cinema em sua concepção é uma arte. Arte, essa, que é capaz de mesclar vários elementos de uma só vez. Os filmes são por muitas vezes, usados como forma de protesto, alerta, divulgação, e costumam se ater também aos assuntos do cotidiano. Dentre esses assuntos, a gastronomia tem espaço garantido.


A culinária de um povo, diz muito sobre sua cultura, seu passado e principalmente, a sua ligação com o presente e as relações que são mantidas (e criadas) na cozinha. Exatamente. Em vários países pessoas brigam e se reconciliam na cozinha, falam sobre seus amores e desamores; gostos e desgostos e comem... comem muito! Assim, a culinária nos filmes tenta nos mostrar por outro ângulo, como as relações pessoais podem se modificar através desse ingrediente indispensável em nossas vidas, a comida.


A cozinha Italiana é uma das preferidas dos grandes diretores do cinema para exemplificar essa relação de proximidade que é estabelecida a partir das telonas com os espectadores. Nesse momento, a arte imita a vida como um todo, e faz com que seja possível identificar naquele personagem, uma característica daquela tia que adora comer, mas não sabe cozinhar, daquela avó que cozinha de tudo e nem de tudo pode comer, do molho especial da mãe e o secreto tempero do pai, etc.




O filme A Grande Noite, ilustra a história de uma família de italianos, que abrem um restaurante nos EUA em tempos difíceis. Há sempre aquele que não concorda aquele que tenta ser o otimista, os cozinheiros de mão cheia. Qualquer semelhança, não é mera coincidência. É mais fácil ganhar o público com algo que prenda a atenção do mesmo. E nada prende mais a atenção de uma pessoa, do que o estômago.


E por falar em estômago, esse é o nome de um filme brasileiro que vale a pena ser visto. Do diretor Marcos Jorge, o longa é uma mistura de raiva, amor, sexo, trabalho, a vida na prisão e fora dela e tudo isso, com um gostinho bem brasileiro. No início, as ‘coxinhas’ são o que enfeitam a tela, dando água na boca. Depois, o enredo do filme nos prende e a fome até passa um pouquinho.


Em Sem Reservas, o drama ocupa lugar, mas, encantadoramente bem. O filme com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhrat é uma boa pedida para quem estiver afim de uma comédia romântica, temperada com alguns toques de humor e um drama familiar, que é de emocionar. A culinária com um toque especial é o ponto chave do filme, e, diga-se de passagem, muito bom de assistir.





Não posso deixar de citar Julie & Júlia, um filme maravilhoso sobre comunicação através da comida (ou, comida através da comunicação?). Baseado em histórias (e molhos) reais, o longa conta as histórias de Julia Child, uma americana que foi para Paris com o marido e começa a cozinhar para ocupar seu tempo, e Julie Powell, uma mulher prestes a completar 30 anos, e que se sente frustrada com sua própria vida. Em 1948, Julia, começa então, a apresentar um programa de TV sobre culinária francesa e fica eternizada pelos temperos e seu jeito nada convencional de cozinhar. Ela escreve o livro ‘Mastering The Art of The French Cooking’ que anos mais tarde, inspira Julia a fazer um Blog em que contara sua experiência ao fazer os 524 pratos de Julia Child.


Aposto que este todos conhecem. Casamento Grego, como o próprio título já diz, não tem como foco a culinária, mas, há passagens nele que nos fazem conhecer um pouco sobre o comportamento dos gregos, e como os problemas familiares se resolvem, comendo.




E as sobremesas?

Realmente, sem sobremesa, não dá para ficar. Quer ficar com água na boca sem ressentimento de mergulhar nos doces como se fosse água? Assista Chocolate! Aquela velha história de uma mulher linda, mãe solteira, que vai para uma pequena cidade cristã que presa a moral, os bons costumes e o medo do prazer. Julliete Binoche é Viane, a mulher que abre a loja com manjares dos deuses bem em frente à igreja local. A mensagem do filme é simplesmente linda, e os vários jeitos de se preparar chocolate, inesquecíveis.





Queridos internautas, acho que vou ali tomar um cafezinho...




domingo, 23 de outubro de 2011

WEB JORNALISMO - Hipertextualidade e Links

Análise dos sites Band News FM e Último Segundo a partir das aplicações de hipertextualidade e utilização de links.


> Façam a análise particularizada de cada um dos sites conforme cada uma das categorias de hipertextualidade de Landow. É importante lembrar que tais categorias podem ser usadas com ou sem eficiência pelos sites estudados.


Band News FM

Com um formato horizontal de apresentar notícias, o site da Band News FM está no ar desde 17 de julho de 2009. Com abrangência nacional, o site é um complemento das estações de rádio que compõem a comunicação ampliada que é possível se obter a partir da utilização da internet como aliada. Seu público alvo são as classes C, B e A.

Pertencente ao Grupo Band de Comunicação, a proposta de se fazer um web site que ampliasse a comunicação do rádio, fez com que cada capital pudesse ter um complemento de sua estação. Em Belo Horizonte a freqüência da Band News FM é 89,5 e assim como as outras, tem um link que se conecta direto à capital de interesse do internauta.





Categorias Hipertextuais

Descentralização: É possível observar no site, como a disposição da seleção de notícias faz com que a particularidade da empresa seja respeitada. Notícias mais importantes e conteúdos mais recentes são colocados no canto superior esquerdo da tela. A s demais mudam de acordo com a categoria, o tema e o tempo de exposição na mídia.

Multivocalidade: Por ser um complemento da estação de rádio e conter também matérias que foram veiculadas na TV, a multivocalidade é forte no que diz respeito a como as matérias são produzidas para o web site. As matérias que vem assinadas ‘redação’ dão o sentido imediato que mais de uma pessoa participou da elaboração da notícia.

Intratextualidade: O web jornalismo precisa que as notícias sejam imediatamente colocadas à disposição do leitor. Isso faz com que a mesma notícia seja publicada várias vezes, aumentando assim a complementação da notícia.

Intertextualidade: Assim como já foi citado, o site possui vários links que conectam uma capital à outra em apenas alguns ‘clicks’. Assim, informações que são de interesse público nacional são facilmente acessadas por qualquer usuário do site.

Navegabilidade: A predisposição dos temas, as cores, os assunto etc., facilitam a navegação do internauta. No site da Band News, existem seis categorias que facilitam a navegabilidade que são: Esportes; Notícias; Entretenimento; Viva Bem; Vídeos e Grupo Bandeirantes. Essa última promove a interatividade do internauta/ouvinte da rádio que pode ter acesso aos blogs de seus colunistas favoritos e conhecer mais sobre a história do grupo.

Interatividade: A partir do momento que o internauta acessa uma notícia, ele tem a oportunidade expressar sua opinião, tanto em relação à notícia quanto a maneira como ela foi divulgada. Algumas notícias contêm apenas um lead e ao clicar, o leitor pode ouvir a notícia como foi divulgada na rádio.


Último Segundo

Analisando o site Último Segundo, pudemos perceber que ele se enquadra nas categorias: descentralização, intratextualidade e navegabilidade.
Porém o site possui pouca, ou nenhuma interatividade com o usuário e sua multivocalidade é extremamente baixa, pois as matérias são objetivas, curtas e escritas por um só profissional, o que permite pouca margem para interpretação.





Classificação de Links

> Vocês foram capazes de identificar todos os tipos de links citados por Luciana Mielniczuk nas duas publicações estudadas? Cite exemplos dos tipos de links Editorias Narrativos encontrados nos dois sites, de acordo com a tipologia de Mielniczuk.

Recursos de navegação

Band News FM

Foi possível observar no site o recurso de navegação Disjuntivo. Ao clicar em uma notícia que tem um recurso visual, é provável que se abra outra janela de navegação.

Universo de abrangência: Os links intratextuais estão presentes no web site. Por pertencerem a um grupo de comunicação, é proporcionado ao leitor do site a navegação mediante vários assuntos e ás notícias dentro do próprio site.

Último Segundo

A utilização de links no site do Último Segundo é bem difundida, e aplaca bem tipologia de Mielniczuk. Quanto aos links de navegação, os links conjuntivos são os mais utilizados, os disjuntivos só aparecem em casos de propagandas. Já quanto a abrangência o site apresenta apenas links intratextuais, que remetem para notícias presentes dentro do próprio site.
Os links Editoriais estão presentes no site Último Segundo com o objetivo de informar sobre o site, os colunistas e as informações importantes sobre o mesmo e também em links Narrativos, esmiuçando melhor as notícias.


> Quais os tipos mais recorrentes de links Editoriais Narrativos?


Tipos de informação

Band News


Foi possível identificar no site, os tipos editoriais, serviço e publicitários de informação. Os Editoriais narrativos são mais comuns quando se trata de acontecimento. Assim como na rádio que possui um editorial narrativo, a opinião da redação é levada em conta. As informações de serviço oferecidas pelo web jornal, acabam sendo uma forma do internauta não ter que remeter a outro site, permanecendo no web site inicial de busca.
As informações publicitárias são colocadas no canto superior da tela, centralizados e com um tempo exato de aparição.

Links Editoriais Narrativos

Acontecimento: Por ser um web site de notícia, os links de acontecimento são os mais comuns. A opinião da redação sobre assuntos recorrentes é importante até mesmo para se fazer a comparação entre sites que tem a mesma finalidade.

Oposição: Na elaboração da notícia, é comum a presença da opinião dos dois lados da história. Essa é a função do jornalismo, proporcionar uma conversa entre os participantes de determinado assunto. No caso de reportagens grandes e ligadas à política ou ao futebol é mais fácil encontrarmos esse tipo de editorial.

Exemplificação ou particularização: Para facilitar o entendimento do internauta que acompanha determinado assunto, a alusão à fatos passados é mais comum no editorial narrativo no rádio, porém , isso não significa que não exista também no web jornalismo.

Complementação: Não há forte presença de gráficos no web site, mas estatísticas sim. Principalmente no que diz respeito às informações do clima, política etc.

Memória: Como foi citado anteriormente, algumas notícias não apresentam matéria escrita, e sim um arquivo de áudio que fora passado na rádio. E se um assunto que por ventura não teve desfecho, as matérias que foram publicadas anteriormente são recuperadas.

Utilização de Links intertextuais

No web site analisado, é comum a utilização de links intertextuais apenas quando se trata de publicidade. Fora isso, as notícias tem caráter intratextuais.

Último Segundo

Links de Acontecimento, de Detalhamento, de Exemplificação e de Complementação, no caso do site Último Segundo. Mas também é muito comum, em outros sites, links de memória, que ligam o fato ocorrido a outro semelhante do passado, ou a assuntos correlatos.
Links pouco usados, no caso do Último Segundo, dentre os Narrativos são aqueles de oposição, pois site não possui essa tendência de interatividade com os assuntos, ele possui unicamente o perfil de noticiar.






> Comparem o uso de links nas duas publicações tentando determinar qual delas faz um melhor uso da linkagem. Por quê?


Tanto o site da Band News FM quanto ao Último Segundo, a utilização de links é muito bem feita. O Último Segundo dá continuidade às matérias, ou seja, dentro de um link é possível encontrar outros links que complementam o assunto. Já no site da Band News FM, a descentralização é forte, pelo fato de as notícias serem publicadas de acordo com o tempo de exposição nos meios de comunicação.

> Comparem o uso de links intertextuais nas duas publicações. Eles são freqüentes?

No caso do site Último Segundo não existem links intertextuais, apenas intra-textuais, voltados para o próprio site. O site da Band News FM apresenta esse recurso apenas ao se tratar de informações publicitárias.


> Os dois sites fazem uso de links disjuntivos? Listem exemplos.

O Último Segundo não faz uso de links disjuntivos, apenas em casos de propaganda.
O web site Band News FM, utiliza os links disjuntivos apenas quando se remete à informações mais antigas e que podem ser resgatas pelo áudio da própria rádio no site.


> Observem o uso de fotografias nas duas publicações. Como os links estão sendo usados em conjugação com as fotos?

No Último Segundo as fotos são grandes e normalmente vem acima dos links. No Band News FM, as fotos vêm mescladas ao texto, com tamanho de pequeno á médio.

> Vocês consideram útil essa tipologia de links proposta por Mielniczuk? Que críticas podem ser feitas a tipologia?

Consideramos válidas as informações, apesar de achar que muitas vezes fica difícil aplicá-las a uma análise mais detalhada de sites informativos. Porém, faz sentido se analisarmos o site como um todo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E a notícia bate à porta...

Não são nem 06h da manhã e o horário nobre do rádio já está pronto para dar aos ouvintes, as informações que foram notícia no dia anterior e que vão ser notícias no dia que chega. Na TV, ao meio dia, vai ao ar a primeira edição dos jornais locais. No impresso, a madrugada é o tempo primordial que se tem para ter certeza que o jornal diário estará nas bancas e nas casas dos assinantes e leitores, “fresquinho”. Na web, o plantão é indispensável. Assim é a rotina diária dos jornalistas, que muitas vezes, se desdobram em mil para cumprirem seu dead-line a tempo e sem erros. Sabe-se que isso é inevitável. Todos estão sujeitos ao erro, mas a preocupação dá lugar à competência e fazcom que essa seja talvez, a melhor parte do dia para aqueles que vivem (e amam viver) para a notícia.


Ao chegar à redação, o repórter se depara com a pauta do dia, que lhe auxiliará em sua cobertura dos fatos. Antigamente era indispensável a pauta, hoje, muitos editores optam por não usá-la deixando à cargo do repórter fazer seu próprio cronograma. Entrevistas, os locais, as coberturas de casos inusitados, casos comuns, casos que chocam (ou que de tão chocantes, não chocam mais) etc.





Mas a pergunta que não quer calar para quem está do lado de fora desse mundo jornalístico é: de onde vem tanta notícia? Quem escolhe o que será ou não publicado? Como funciona a elaboração e escolha das imagens?Tudo isso deve ser respondido a partir de uma pequena palavra: apuração. Sem ela, notícia nenhuma chega ou sai dos veículos de comunicação. O profissional que trabalha na apuração é encarregado de ligar para órgãos públicos, departamentos de polícia, corpo de bombeiros, IML, prefeituras, outras redações, estações de rádio etc. Assim, ele consegue obter por todas as vias, informações que serão, obviamente, comuns a todos os veículos de comunicação, mas que mudarão conforme a abordagem escolhida por cada meio.A internet é a mais nova aliada dos jornalistas na busca incessante por informação. Alguns dizem que já não se fazem mais notícias como antigamente, devido ao fato de não se ter mais a necessidade de ter que sair da redação para ‘correr’ atrás da notícia. Com o advento desse mecanismo de busca, é possível um jornal aqui no Brasil, dar notícia de um terremoto na China, quase que momentaneamente. O repórter especial tem ainda participação indispensável nos meios de comunicação. Mais comum na televisão e no rádio, temos a presença dessa figura que é encarregada das noticias que dependem de uma maior dedicação físico/psicológica e que nem todos conseguem se dispor a essa tarefa.





Após a chegada da informação, é hora de por a mão na massa. O ambiente torna-se um dos mais estressantes para se trabalhar. Telefones tocando, e-mails chegando, pessoas correndo e falando. E é assim diariamente. A este momento, não chegamos nem à metade do dia. As matérias serão divididas de acordo com o espaço reservado a cada assunto, e terão uma ordem de importância para serem veiculadas. As chamadas ‘matérias frias’ são aquelas que estão previamente prontas para o caso de não acontecer algo de muito relevante durante o dia. Isso, para o jornalista, é o fim do mundo. Não é possível imaginar um dia sem ao menos uma notícia que mereça uma capa, ou um minuto e meio de aparição na TV.

Checados todos os fatos, os repórteres começam a sair para fazerem suas matérias, enquanto os produtores juntamente com os auxiliares técnicos, de iluminação, de som e imagem, fazem de tudo para que tudo corra bem. E é assim o dia inteiro. O fotojornalismo é outro aspecto importante que compõem a abordagem da notícia. Com toda essa tecnologia que dispomos nos dias de hoje, existem repórteres que fazem suas próprias imagens, porém ainda é marcante a presença do câmera man que atua em vários momentos como fotógrafo. O editor normalmente é quem escolhe o que será ou não divulgado. A questão da ética tem um de seus pontos mais fortes nessa área. Muitos editores já foram acusados de manipulação da notícia, ou para beneficio próprio, ou para benefício de terceiros, com interesses escusos e que não visam o que seria o maior motivo do fazer jornalístico: passar a informação. Dessa forma, é preciso que seja do querer e do conhecimento de todo jornalista, que a ética deve sempre mediar seus princípios.

Ao fim do dia, fechadas todas as matérias a equipe que trabalhou incansavelmente durante todo o dia atrás de fatos, poderá finalmente descansar e esperar que o próximo dia que virá, seja melhor que o anterior. É um ciclo, que não para nunca. Fazendo alusão à música dos Titãs, e uma homenagem aos jornalistas: enquanto houver sol, ainda haverá... notícia!



Bastidores Jornal Hoje






Fabricando Notícia

O que faz um jornalista? Como ele trabalha? Afinal, o que faz um jornalista?




  O trabalho do jornalista, não é, nem de longe, tão fácil quanto algumas pessoas pensam. Um bom jornalista tem de ser também um bom comunicador e, para isso, tem que estudar e conhecer bem todas as teorias e hipóteses da comunicação.
  As teorias da comunicação vem sendo estudadas a anos e algumas das mais importantes são a Teoria Hipodérmica,  a Newsmaking, a da Espiral do Silêncio, a do Espelho, entre outras.

      Teoria Hipodérmica

  Segundo a Teoria Hipodérmica, uma mensagem lançada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores, em igual proporção. Portanto cabe ao jornalista difundir a mensagem e fazê-la aceita pela sociedade. Um grande exemplo da utilzação de tal teoria foi na época do Nazismo, onde Adolf Hitler utilizava de uma mensagem exprimida por um órgão de comunicação, para convencer os povos.



      Newsmaking

  No caso da teoria Newsmaking, interpreta-se que o jornalismo é a construção social de uma suposta realidade, que está em constante processo de transformação. A mídia e a imprensa não refletem a realidade, mas ajudam a construí-la.





      Teoria do Espelho

  A teoria do Espelho enquadra o bom jornalismo em sua representação mais fiel. Nesta teoria o jornalista não deixa que seus conceitos e sua forma de ver o mundo prejudiquem a reportagem ou a noticia. Aqui a imparcialidade é vista como completamente possível, pois o jornalista é visto como um profissional honesto, um “comunicador desinteressado”.
      Teoria da Espiral do Silêncio

  Defendida por Noelle-Neuman, esta teoria diz que as pessoas possuem a tendência de esconder opiniões contrárias a ideologia marjoritária e assim dificulta a mudança de hábitos, pois o pensamento hegemônico é linear e baseado no senso da maioria, no senso comum. Essa teoria mostra que a opção pelo silêncio é feita pois o indivíduo tem medo da solidão social, no caso do jornalista, ele pode não ser aceito pela sociedade, portanto, não diz o que pensa.




  Além dessas teorias a comunicação ainda possui várias outras, que explicam os meios de comunicação como forma de persuadir a sociedade ou, até mesmo, de manipular. 
  Todas essas teorias e hipóteses são estudadas para que um jornalista esteja mais preparado para levar a notícia para a sociedade. Elas fazem parte de quase metade de um processo final de notícia. 
  O processo de fabricação da notícia não começa apenas no momento em que acontece algo, mas sim quando o futuro jornalista entra em uma universidade com o intuito de se formar e levar notícia para a sociedade.
 Um bom jornalista, bem preparado, pode fazer a diferença no momento de apresentar um acontecimento para a sociedade.
Redação




Fazer Jornalístico



  A atividade primária de um jornalista é a observação e descrição dos fatos ocorridos, conhecida como reportagem. Essa reportagem é comumente composta por: “o quê”, que é o fato ocorrido; “quem?”, que é o personagem envolvido; “quando?”, que é o momento do fato; “onde?”, que é o local do fato; “porquê?” que é a causa do fato e “como?”, que compreende o modo como o fato ocorreu. Porém a essência do jornalismo está presente na seleção e organização das informações para o produto final (que pode ser jornal, revista, programa de TV, rádio, web página, etc.), que é chamada de edição.
  O trabalho de um jornalista se concentra em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico da informação, em qualquer de suas formas e variedades. Normalmente esse trabalho se divide em quatro etapas: pauta, apuração, redação e edição.

  A pauta é a seleção dos assuntos a serem apresentados no veículo de informação. Apuração é o processo de averiguação da informação. Redação é o tratamento das informações apuradas em texto falado. Edição, como já foi dito anteriormente, é a finalização do material recolhido.
  No dia a dia de um jornalista estão sempre presentes novos fatos, diferentes acontecimentos e diversas eventualidades. Fazer jornalismo se torna simples, para os bons e éticos jornalistas, pois o fato sempre está lá e é único. A verdade é apenas uma, as versões é que se difundem em várias.
  Por isso a apuração deve ser tão importante no fazer de um bom jornalista, pois é apurando que se pode prevenir erros que levam à deturpação de uma imagem pública, ou não, e até mesmo ao suicídio de reputação.
  É necessário, no fazer jornalístico, ter cuidado com dados, fatos e versões, para se assegurar de que a verdade sempre prevaleça. O jornalismo lida sempre com o imediato, o fato acontecido no momento, portanto é necessário ter-se profissionalismo, para a medida que se vai desvendando o caso, o jornalista possa também ir apresentando a verdade a sociedade.

  Um jornalista luta diariamente em busca da verdade, usando de armas como o questionamento, a suspeita, a dúvida e confrontando sempre, usando diferentes apurados. 




William Bonner, editor chefe do JN, conta o que ele faz como editor chefe e apresenta o livro do Jornal Nacional, da Rede Globo




Veja também:

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Faça A Diferença

Aconteceu do dia 1º de setembro a 2 de outubro o 5º Festival de Arte Digital (FAD) em Belo Horizonte. O Museu Inimá de Paula recebeu as obras, que deram ao visitante, um novo olhar sobre o que é arte nesse mundo contemporâneo e cheio de novidades. Mas o que seria essa nova forma de se apreciar a arte de uma maneira diferenciada? As artes digitais são aquelas produzidas em um ambiente gráfico computacional, e podem conter em suas categorias, animação, fotografia, programas de modelação 3D, pintura digital etc.


Para se perceber a arte, não é preciso muito. Tudo depende do tipo de arte e do tipo de percepção que o criador gostaria que seus apreciadores tivessem. Um pedaço de papel, uma parede em branco, um retro projetor, ou até mesmo, o próprio espaço físico no qual se encontra são possíveis para se ter um novo conceito sobre arte, pintura etc.



A exposição contou com obras de diversos segmentos, como por exemplo, O Jardim do Tempo. Baseado no texto O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam, de Jorge Luís Borges, que mostra os vários caminhos que podemos seguir em nossa vida, a obra conta com uma pequena estrutura feita em madeira que contem um percurso que a partir do impulso dado pela pessoa que ali estiver, será concluído por uma bola de gude e projetará uma imagem seguida de uma frase na parede e que nos dizem muito sobre determinado momento da vida. Um globo transparente preenchido com gás hélio denominada ADA, foi com certeza a alegria das crianças (e adultos também). Com pequenas pontas de carvão presas em sua superfície, teve a seu dispor um ambiente todo em branco que a partir do contato das pessoas, giraria e rabiscaria as paredes. É como se por um instante, fosse possível voltar à infância e aproveitar aqueles momentos em que estamos ansiosos para aprender a escrever e a desenhar, só que em uma folha ampliada a um tamanho inimaginável.


O festival acabou, mas, O Museu Inimá de Paula, tem uma ampla galeria que recebe freqüentemente, exposições não só de pintores e artistas mineiros como do Brasil inteiro também. Aos amantes de artes em geral, vale a pena visitar e apreciar obras de diversos segmentos. O Museu fica na Rua da Bahia, 1201, Centro.