sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E a notícia bate à porta...

Não são nem 06h da manhã e o horário nobre do rádio já está pronto para dar aos ouvintes, as informações que foram notícia no dia anterior e que vão ser notícias no dia que chega. Na TV, ao meio dia, vai ao ar a primeira edição dos jornais locais. No impresso, a madrugada é o tempo primordial que se tem para ter certeza que o jornal diário estará nas bancas e nas casas dos assinantes e leitores, “fresquinho”. Na web, o plantão é indispensável. Assim é a rotina diária dos jornalistas, que muitas vezes, se desdobram em mil para cumprirem seu dead-line a tempo e sem erros. Sabe-se que isso é inevitável. Todos estão sujeitos ao erro, mas a preocupação dá lugar à competência e fazcom que essa seja talvez, a melhor parte do dia para aqueles que vivem (e amam viver) para a notícia.


Ao chegar à redação, o repórter se depara com a pauta do dia, que lhe auxiliará em sua cobertura dos fatos. Antigamente era indispensável a pauta, hoje, muitos editores optam por não usá-la deixando à cargo do repórter fazer seu próprio cronograma. Entrevistas, os locais, as coberturas de casos inusitados, casos comuns, casos que chocam (ou que de tão chocantes, não chocam mais) etc.





Mas a pergunta que não quer calar para quem está do lado de fora desse mundo jornalístico é: de onde vem tanta notícia? Quem escolhe o que será ou não publicado? Como funciona a elaboração e escolha das imagens?Tudo isso deve ser respondido a partir de uma pequena palavra: apuração. Sem ela, notícia nenhuma chega ou sai dos veículos de comunicação. O profissional que trabalha na apuração é encarregado de ligar para órgãos públicos, departamentos de polícia, corpo de bombeiros, IML, prefeituras, outras redações, estações de rádio etc. Assim, ele consegue obter por todas as vias, informações que serão, obviamente, comuns a todos os veículos de comunicação, mas que mudarão conforme a abordagem escolhida por cada meio.A internet é a mais nova aliada dos jornalistas na busca incessante por informação. Alguns dizem que já não se fazem mais notícias como antigamente, devido ao fato de não se ter mais a necessidade de ter que sair da redação para ‘correr’ atrás da notícia. Com o advento desse mecanismo de busca, é possível um jornal aqui no Brasil, dar notícia de um terremoto na China, quase que momentaneamente. O repórter especial tem ainda participação indispensável nos meios de comunicação. Mais comum na televisão e no rádio, temos a presença dessa figura que é encarregada das noticias que dependem de uma maior dedicação físico/psicológica e que nem todos conseguem se dispor a essa tarefa.





Após a chegada da informação, é hora de por a mão na massa. O ambiente torna-se um dos mais estressantes para se trabalhar. Telefones tocando, e-mails chegando, pessoas correndo e falando. E é assim diariamente. A este momento, não chegamos nem à metade do dia. As matérias serão divididas de acordo com o espaço reservado a cada assunto, e terão uma ordem de importância para serem veiculadas. As chamadas ‘matérias frias’ são aquelas que estão previamente prontas para o caso de não acontecer algo de muito relevante durante o dia. Isso, para o jornalista, é o fim do mundo. Não é possível imaginar um dia sem ao menos uma notícia que mereça uma capa, ou um minuto e meio de aparição na TV.

Checados todos os fatos, os repórteres começam a sair para fazerem suas matérias, enquanto os produtores juntamente com os auxiliares técnicos, de iluminação, de som e imagem, fazem de tudo para que tudo corra bem. E é assim o dia inteiro. O fotojornalismo é outro aspecto importante que compõem a abordagem da notícia. Com toda essa tecnologia que dispomos nos dias de hoje, existem repórteres que fazem suas próprias imagens, porém ainda é marcante a presença do câmera man que atua em vários momentos como fotógrafo. O editor normalmente é quem escolhe o que será ou não divulgado. A questão da ética tem um de seus pontos mais fortes nessa área. Muitos editores já foram acusados de manipulação da notícia, ou para beneficio próprio, ou para benefício de terceiros, com interesses escusos e que não visam o que seria o maior motivo do fazer jornalístico: passar a informação. Dessa forma, é preciso que seja do querer e do conhecimento de todo jornalista, que a ética deve sempre mediar seus princípios.

Ao fim do dia, fechadas todas as matérias a equipe que trabalhou incansavelmente durante todo o dia atrás de fatos, poderá finalmente descansar e esperar que o próximo dia que virá, seja melhor que o anterior. É um ciclo, que não para nunca. Fazendo alusão à música dos Titãs, e uma homenagem aos jornalistas: enquanto houver sol, ainda haverá... notícia!



Bastidores Jornal Hoje






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