Para se perceber a arte, não é preciso muito. Tudo depende do tipo de arte e do tipo de percepção que o criador gostaria que seus apreciadores tivessem. Um pedaço de papel, uma parede em branco, um retro projetor, ou até mesmo, o próprio espaço físico no qual se encontra são possíveis para se ter um novo conceito sobre arte, pintura etc.
A exposição contou com obras de diversos segmentos, como por exemplo, O Jardim do Tempo. Baseado no texto O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam, de Jorge Luís Borges, que mostra os vários caminhos que podemos seguir em nossa vida, a obra conta com uma pequena estrutura feita em madeira que contem um percurso que a partir do impulso dado pela pessoa que ali estiver, será concluído por uma bola de gude e projetará uma imagem seguida de uma frase na parede e que nos dizem muito sobre determinado momento da vida. Um globo transparente preenchido com gás hélio denominada ADA, foi com certeza a alegria das crianças (e adultos também). Com pequenas pontas de carvão presas em sua superfície, teve a seu dispor um ambiente todo em branco que a partir do contato das pessoas, giraria e rabiscaria as paredes. É como se por um instante, fosse possível voltar à infância e aproveitar aqueles momentos em que estamos ansiosos para aprender a escrever e a desenhar, só que em uma folha ampliada a um tamanho inimaginável.
O festival acabou, mas, O Museu Inimá de Paula, tem uma ampla galeria que recebe freqüentemente, exposições não só de pintores e artistas mineiros como do Brasil inteiro também. Aos amantes de artes em geral, vale a pena visitar e apreciar obras de diversos segmentos. O Museu fica na Rua da Bahia, 1201, Centro.
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